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AUMENTO SIGNIFICATIVO
DA CAPACIDADE DE TRANSPORTE
Realizou-se no dia 15 de julho, o Seminário online “Corredor Internacional Sul – a sua importância estratégica”, onde foi apresentada e debatida a importância deste Corredor na rede ferroviária nacional e na conexão com Espanha, contribuindo assim para o alargamento da área de influência dos portos marítimos de Sines, Setúbal e Lisboa.

Nesta iniciativa, promovida pela Infraestruturas de Portugal (IP), estiveram presentes Jorge Delgado, secretário de Estado das Infraestruturas, Carlo Secchi, coordenador Europeu do Corredor Atlântico, José Castel-Branco, presidente dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, Duarte Lynce Faria, administrador dos Portos de Sines e Algarve, Fernando Lima, CEO da Transitex, Álvaro Fonseca, diretor geral da Takargo, António Nabo Martins, presidente executivo da APAT- Associação dos Transitários de Portugal, Carlos Fernandes, vice-presidente da IP e José Carlos Clemente, diretor de Empreendimentos da IP.
Na abertura da sessão, o secretário de Estado das Infraestruturas destacou a importância do investimento no Corredor Internacional Sul (CIS) “com a construção de 90 quilómetros de nova linha que permitirá uma alteração profunda no acesso dos portos da região sul do país à fronteira, reduzindo a distância percorrida em 150 quilómetros, bem como o tempo de viagem”.

Jorge Delgado realçou ainda a importância de uma ligação que vai tornar muito “mais competitiva e atrativa a gestão da circulação de mercadorias, fundamental por questões económicas – com a redução dos custos do transporte -, mas também por questões ambientais, no combate às alterações climáticas, e onde o setor dos transportes tem um papel importante com a transferência modal da rodovia para a ferrovia, que por poder ser alimentada por energia elétrica acaba por ser um transporte mais amigo do ambiente”, disse.
O responsável governativo explicou que o CIS “faz parte da ligação de alta velocidade de Lisboa a Madrid”, e que este novo troço “permitirá circular a mais de 250 quilómetros hora, em mais de 95% do seu trajeto,” possibilitando, com as obras que estão a ser realizadas do lado espanhol, “unir as duas capitais do ponto de vista ferroviário, aumentando assim a competitividade deste transporte”.

Para o secretário de Estado, a aposta na “Ferrovia é muito clara e este Corredor é um importante investimento”, elogiando o trabalho que a IP, “uma empresa de referência nacional”, tem vindo a desenvolver “na gestão do Programa Ferrovia 2020”, concluiu.
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NOVA LINHA DE ÉVORA ESTÁ INTEGRALMENTE EM FASE DE OBRA

No dia 14 de julho, realizou-se a assinatura do auto de consignação da empreitada de Via e Catenária entre Évora e Elvas/fronteira, bem como de construção do subtroço entre Évora e Évora Norte, que integrará o Corredor Internacional Sul, criado no âmbito do programa de investimentos na expansão e modernização da Rede Ferroviária Nacional, Ferrovia 2020.

 O subtroço Évora – Évora Norte integra o traçado da nova Linha de Évora, com cerca de 100 quilómetros de extensão, dos quais 90 quilómetros são totalmente novos, entre esta cidade e a Linha do Leste. Um empreendimento que com o início desta empreitada está integralmente em execução no terreno.

A empreitada consiste na construção das superestruturas de via e catenária entre Évora e Elvas/Fronteira, e construção civil - obra geral - do subtroço Évora - Évora Norte, na nova Linha de Évora, incluindo os seguintes trabalhos:

Troço Évora – Évora Norte

  • Construção de um novo canal ferroviário, em variante à Linha de Évora, entre Évora (exclusive) e o quilómetro 121;
  • Modernização do atual traçado da Linha de Évora, entre o quilómetro 121 e Évora Norte;
  • Construção das instalações fixas de tração elétrica necessárias à eletrificação;
  • Construção das pontes ferroviárias de Xarrama, Degebe e Vale Figueira;
  • Construção de passagens desniveladas rodoviárias;
  • Instalação de infraestruturas necessárias à sinalização eletrónica, telecomunicações e GSM-R;
  • Instalação de torres/sites de GSM-R;
  • Instalação do sistema de retorno de corrente de tração e terras de proteção.

Troço Évora – Elvas/Fronteira

  • Assentamento da superestrutura de via-férrea (balastro, travessas, carril, AMV), em via única, bitola ibérica (1668) entre Évora (exclusive) e a Linha do Leste, incluindo a designada Concordância de Elvas;
  • Assentamento da superestrutura de IFTE, entre Évora (exclusive), Elvas e a fronteira com Espanha, incluindo a designada Concordância de Elvas;
  • Construção de três estações técnicas.

 

O novo canal ferroviário em construção entre Évora e a Linha do Leste, na ligação com a fronteira, foi criado numa lógica de desenvolvimento evolutivo das ligações ferroviárias a Espanha, no quadro da Rede Transeuropeias de Transportes (RTE-T) e da ligação ferroviária de mercadorias entre os portos portugueses e o resto da Europa, assegurando desde logo uma ligação de passageiros.  

Serão igualmente criadas as condições para a compatibilidade técnica e operacional na ligação aos troços adjacentes, e o cumprimento das disposições técnicas de interoperabilidade.

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CONCLUSÃO DA ELETRIFICAÇÃO
E REABERTURA DA LINHA DA BEIRA BAIXA
ENTRE COVILHÃ E GUARDA
Corredor Internacional Norte
Realizou-se no dia 4 de maio, a sessão de reabertura da ligação entre duas importantes cidades da região das Beiras e Serra da Estrela, através da Linha da Beira Baixa, reforçando a capacidade operacional da Rede Ferroviária.

Presentes no evento que decorreu na Estação da Covilhã, estiveram, entre outros convidados, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, o Presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, Luís Marques, o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira, o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro, o Presidente da CP - Comboios de Portugal, Nuno Freitas e o Presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, que apresentou a intervenção.
A reabertura à circulação comercial do transporte ferroviário de passageiros e mercadorias no troço Covilhã – Guarda, da Linha da Beira Baixa aconteceu no dia 2 de maio. A abertura à circulação ferroviária deste troço, com 46 quilómetros de extensão e há muito ansiada pelas populações, acontece após a conclusão da empreitada de modernização e eletrificação da via-férrea, executada pela IP, no âmbito do programa de investimentos de requalificação da Rede Ferroviária Nacional Ferrovia 2020, comparticipado por Fundos da União Europeia, através do Compete 2020.
Este foi um dia histórico que marca a reposição da ligação ferroviária entre duas importantes cidades da região das Beiras e Serra da Estrela, que esteve interrompida cerca de 12 anos.
SEMINÁRIO
REABERTURA DA LINHA DA BEIRA BAIXA
ENTRE COVILHÃ E GUARDA
Corredor Internacional Norte
Realizou-se no dia 28 de abril o Seminário online “Reabertura da Linha da Beira Baixa, troço Covilhã-Guarda”, onde foi debatida a importância deste troço a poucos dias da reabertura à circulação ferroviária.

Nesta iniciativa estiveram presentes o Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, o presidente da Medway, Carlos Vasconcelos, o vogal do Conselho de Administração da CP – Comboios de Portugal, Pedro Ribeiro, o presidente executivo da APAT, António Nabo Martins, o presidente da IP, António Laranjo, o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, e o diretor de empreendimentos da IP, José Carlos Clemente, bem como os presidentes de Câmara da Covilhã, de Belmonte e da Guarda.

Na abertura da sessão, o Secretário de Estado das Infraestruturas destacou a importância do investimento realizado na Linha da Beira Baixa, em particular no troço Covilhã-Guarda, “pois contribuirá para melhorar a circulação ferroviária entre o norte e o centro país com o resto da Europa, com o impacto positivo no que ao transporte de mercadorias diz respeito”, ressaltando que este empreendimento é um “fator de coesão territorial”, permitindo a concelhos como o da Covilhã, Belmonte, Sabugal e Guarda ficar “mais perto entre si e dos grandes centros urbanos”.
CORREDOR NORTE-SUL
CONCLUSÃO DA ELETRIFICAÇÃO DA LINHA DO MINHO
Troço Viana do Castelo – Valença-fronteira
Cerimónia de conclusão da empreitada.
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O Plano Ferroviário Nacional (PFN) é o instrumento que irá definir a rede ferroviária que assegura as comunicações de interesse nacional e internacional em Portugal. Com este plano, pretende-se conferir estabilidade ao planeamento da rede ferroviária para um horizonte de médio e longo prazo.
O ponto de partida será a identificação das necessidades de acessibilidade, mobilidade, coesão e desenvolvimento às quais o transporte ferroviário pode dar uma resposta adequada nos diferentes territórios. O caminho-de-ferro deverá, assim, afirmar-se como o modo de transporte de elevada capacidade e sustentabilidade ambiental, tornando-se no elemento estruturante das redes de transportes.
A adoção de um Plano Ferroviário Nacional está prevista no programa do XXII Governo Constitucional, que também estabelece como objetivos levar a ferrovia a todas as capitais de distrito, reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Porto e promover melhores ligações da rede ferroviária às infraestruturas portuárias e aeroportuárias.
Além desses, o PFN deverá assegurar uma cobertura adequada do território e a ligação dos centros urbanos mais relevantes, bem como as ligações transfronteiriças ibéricas e a integração na rede transeuropeia. Deverá ainda garantir a integração do modo ferroviário nas principais cadeias logísticas nacionais e internacionais.
Com tudo isto, pretende-se promover uma progressiva transferência modal de passageiros e mercadorias para a ferrovia, dando um importante contributo para os objetivos de descarbonização, proteção do ambiente, desenvolvimento económico e melhoria geral da qualidade de vida das pessoas.
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KICK-OFF OF THE EUROPEAN YEAR OF RAIL 2021
NOTÍCIAS
Ministro das Infraestruturas defende “investimento público massivo” na ferrovia.
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, defende “um investimento público massivo” em linhas, material circulante e serviços. Só assim, sublinha, será possível “transferir uma parte significativa do transporte rodoviário e aéreo para a ferrovia”.

Pedro Nuno Santos interveio no lançamento do Ano Europeu do Transporte Ferroviário 2021, a partir da sede da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O Ministro afirmou que “só o setor público pode comprometer as grandes somas necessárias para que a sociedade recolha os benefícios ainda maiores”, fazendo notar que “tal progresso não será possível enquanto os níveis de investimento na Europa permanecerem deprimidos, como têm estado desde a crise económica de há uma década”. 
Na abertura do Ano Europeu do Transporte Ferroviário, Pedro Nuno Santos salientou que o mercado é insuficiente para responder às necessidades da sociedade. Mas garante que não está a pedir um regresso “ao modelo anterior de redes ferroviárias nacionais fechadas com poucas ligações entre si”. O que não pode acontecer, diz, é “avançar cegamente com base na crença de que a concorrência no mercado fornecerá tudo o que os cidadãos precisam” e, por isso, “os governos não devem ser limitados nos instrumentos de política de que dispõem para executar tal política”.  
Lembrando que todos os países da Europa têm intensificado investimentos nas redes ferroviárias em resposta à crise pandémica, o ministro considera que o Ano Europeu do Transporte Ferroviário é uma oportunidade para olhar “de forma séria para o setor” e para  “abrir um debate que nos possa dar a todos mais opções no caminho a seguir, para que possamos todos juntos, políticos, fabricantes, indústria, passageiros, trabalhadores e, no final, cidadãos, escolher as melhores opções”.
A iniciativa pretendeu debater os benefícios da ferrovia para as pessoas, a economia e o clima, e os desafios que subsistem à criação de um verdadeiro espaço ferroviário europeu único, sem fronteiras, promovendo o uso dos comboios como modo de transporte seguro e sustentável.
O evento contou também com a participação da Comissária Europeia dos Transportes, Adina Vălean e da Comissária Europeia da Coesão e Reformas.

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