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Apresentação da instalação de Piloto ETCS L2
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A iniciativa decorreu na Estação de Elvas e pretendeu apresentar a nova tecnologia de Gestão de Circulação Ferroviária, a qual compreende três componentes fundamentais: a sinalização, as telecomunicações e a gestão de tráfego.

Realizou-se ontem uma reunião de trabalho para apresentação da nova tecnologia de Gestão de Circulação Ferroviária "ETCS L2", através da demonstração da Instalação de Piloto na Estação Ferroviária de Elvas, no âmbito da construção do novo troço entre Évora e a Linha do Leste, inserido no Corredor Internacional Sul.

A iniciativa contou com presença do Secretário da Estado das Infraestruturas (SEI), Jorge Delgado, do vice presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), Carlos Fernandes, e do presidente do Conselho de Administração da Thales Portugal, João Araújo.

A instalação deste Piloto permitirá a consolidação e verificação de conformidade do novo sistema às variáveis e parâmetros da Rede Ferroviária Nacional, de modo assegurar a existência de todas as condições para a disseminação desta tecnologia na Rede Ferroviária Nacional.

Durante sessão, Jorge Delgado, Secretário de Estado das Infraestruturas, salientou que estamos numa “fase histórica marcada por tecnologias com maior capacidade, maior segurança”, realçando a importância do gestor da Infraestrutura e dos Operadores estarem “atentos aos novos sistemas e a acompanhar algo muito importante”. Para o responsável governativo, “Portugal não pode perder a carruagem do financiamento europeu”, deixando uma certeza: “os próximos anos vão ficar na história”, concluiu.

Carlos Fernandes, vice-presidente da IP, destaca a importância de a sessão decorrer “no primeiro local que vai receber o Sistema Europeu de Gestão de tráfego ERTM – ETCS”, afirmando que este é “um momento simbólico para a IP e para os seus parceiros”.

O que é o ERTMS?

O Sistema Europeu de Gestão de tráfego (ERTMS - O European Rail Traffic Management System) é um sistema que compreende três componentes fundamentais: a sinalização, as telecomunicações e a gestão de tráfego. Este sistema inclui ainda a harmonização de regras operacionais de forma a obter um nível comum de segurança.

A implementação do sistema ERTMS constitui-se como um vetor estratégico da interoperabilidade europeia, na melhoria da segurança e da performance operacional, e na garantia de rentabilidade das linhas existentes e viabilidade técnica dos projetos em desenvolvimento.

O sistema ERTMS é constituído pelos subsistemas seguintes:

O Sistema Europeu de Controlo Ferroviário (ETCS) é um sofisticado sistema de Comando e Controlo de Sinalização, envolvendo equipamento computorizado complexo a nível do material circulante e infraestruturas que permite a proteção da marcha de comboios através da aquisição e processamento a bordo de informações digitais recolhidas/transmitidas da infraestrutura.
O Sistema Global de Comunicações Móveis para ambiente Ferroviário (GSM-R) possui infraestruturas de telecomunicações fixas e móveis. Fornece uma aplicação normalizada para comunicações rádio de voz e de dados. Os níveis 2 e 3 do ERTMS requerem o sistema GSM-R como meio de transmissão de dados entre a infraestrutura e o comboio.
A implementação do sistema ERTMS pressupõe igualmente mudanças nos requisitos de segurança, princípios de sinalização e regras operacionais que incluem a harmonização das regras europeias para a operacionalização do ERTMS e ainda novas especificações que permitam a Gestão de Tráfego Ferroviário a nível europeu.
A adoção de um sistema europeu comum de gestão de tráfego ferroviário permite que a infraestrutura ferroviária, bem como o material circulante, sejam considerados interoperáveis, o que facilita a operação transfronteiriça, incrementa o desempenho do transporte ferroviário, aumenta a capacidade da infraestrutura e a velocidade comercial, reduzindo simultaneamente os custos e investimentos do ciclo de vida do sistema.
As vantagens da adoção do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário ERTMS são esmagadoras, sendo que na presente conjuntura europeia não existe nenhuma outra solução que se possa sujeitar à obtenção de financiamento.

Enquadramento do Piloto no Corredor Internacional Sul

O novo canal ferroviário em construção entre Évora e a Linha do Leste, na ligação com a fronteira, foi criado numa lógica de desenvolvimento evolutivo das ligações ferroviárias a Espanha, no quadro da Rede Transeuropeias de Transportes (RTE-T) e da ligação ferroviária de mercadorias entre os portos portugueses e o resto da Europa, assegurando desde logo uma ligação de passageiros.

Serão igualmente criadas as condições para a compatibilidade técnica e operacional na ligação aos troços adjacentes, e o cumprimento das disposições técnicas de interoperabilidade.

O Corredor Internacional Sul faz parte da ligação de alta velocidade de Lisboa a Madrid, possibilitando, com as obras que estão a ser realizadas do lado espanhol, unir as duas capitais do ponto de vista ferroviário, aumentando assim a competitividade deste transporte.
“Importa responder aos desafios da descarbonização e da digitalização”
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No âmbito do Ano Europeu do Transporte Ferroviário, realizou-se de 10 a 12 de novembro o Seminário Internacional sob o tema ‘Shaping the Future of Mobility’, no Laboratório Nacional Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

O Seminário Shaping the Future of Mobility teve como principal propósito contribuir para o estabelecimento de uma visão para o futuro da mobilidade e dos transportes, tendo em consideração os documentos de política da União Euopeia recentemente publicados pela Comissão, em particular a Estratégia para uma Mobilidade Sustentável e Inteligente (2020).

O evento realizou-se nos dias 10, 11 e 12 de novembro, no Laboratório Nacional Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, tendo a Infraestruturas de Portugal (IP), uma das entidades organizadores, participado no painel subordinado ao tema “Que futuro para passageiros e transporte de mercadorias em Portugal e Espanha”, com a presença de Mário Fernandes, Diretor de Planeamento Estratégico da empresa e, no 2º dia, no painel “Financiamento de Infraestruturas de Transportes”, com a intervenção de Maria do Carmo Ferreira, Diretora de Finanças e Mercados.

José Serrano Gordo, vice-presidente da IP, foi um dos convidados da sessão de abertura. Durante os três dias do evento, no stand da IP, foram apresentados os empreendimentos estruturantes integrados no Plano de Investimentos Ferrovia 2020 e no Programa Nacional de Investimentos PNI2030.

No final do Seminário, Francisco Cardoso dos Reis, Diretor da Área de Representação Internacional da Infraestruturas de Portugal e Chairman da UIC - International Union of Railways, deu nota da importância deste evento enquanto “momento de debate sobre o papel do caminho de ferro e dos transportes públicos na mobilidade do futuro”.

Para o responsável é importante “que quando se fala de transporte e de mobilidade se abordem e debatam os caminhos a percorrer, os instrumentos a utilizar e o enquadramento funcional, regulamentar e financeiro a definir de forma articulada e holística, facto que ocorreu de forma muito consistente durante os três dias de trabalhos do Seminário.”

Francisco Cardoso do Reis afirmou ainda que “importa responder aos desafios da descarbonização e da digitalização, que a Comissão definiu como estratégicos e centrais à política da União num futuro próximo, sendo que esta resposta terá necessariamente de ser focada e centrada nas expectativas do consumidor e nas exigências das cidades inteligentes que temos de construir. Neste particular, o Seminário permitiu, também, a troca de ideias e a apresentação de soluções que respondem aqueles desafios”, concluiu.

A Infraestruturas de Portugal, a CP – Comboios de Portugal, o CRP - Centro Rodoferroviário Português e a UIC - International Union of Railways, foram os organizadores do Seminário “Shaping the Future of Mobility” que contou com a presença, nos três dias, de cerca de 170 participantes.
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Exposição virtual - Ano Europeu do Transporte Ferroviário e 165 anos do Caminho de Ferro em Portugal.
Para celebrar o Ano Europeu do Transporte Ferroviário e os 165 anos do Caminho de Ferro em Portugal, foi preparada uma viagem ao passado, com paragem no presente e uma volta pelo futuro.

Uma viagem para conhecer o Caminho de Ferro português, através de uma exposição virtual e interativa, que promove o transporte ferroviário como modo sustentável, inovador, interconectado, intermodal e seguro, com dimensão europeia.

Nesta exposição o património e a cultura ferroviária, os comboios, as estações, os edifícios históricos, os terminais, centros de controlo de operações e oficinas serão o ponto de chegada. Para isso terá à sua disposição vídeos, fotos, curiosidades, informação, tudo com uma vista de 360 graus.

Este é o convite da CP – Comboios de Portugal, da Fertagus, da Infraestruturas de Portugal, da Medway, da Takargo e da Fundação Museu Nacional Ferroviário, com o apoio do Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

A partida é agora: https://vr.unit360.pt/165anosaetf/index.htm

Faça uma boa viagem!
Emissão filatélica alusiva ao Ano Europeu do Transporte Ferroviário

Uma iniciativa dos CTT em parceria com a Infraestruturas de Portugal (IP), CP, Fertagus, Medway e Takargo, que pretende evidenciar a importância do caminho-de-ferro na estratégia de descarbonização e digitalização definida pela Comissão Europeia. O papel da infraestrutura, gerida pela IP, é realçada neste contexto.

Os selos produzidos dão destaque ao importante papel dos caminhos-de-ferro geridos pela IP e aos operadores de transporte de passageiros e de mercadorias, cuja gestão e suporte físico permitem materializar toda a operação de transporte.

Aceda a toda a informação em: bit.ly/3AINGub

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De Lisboa ao Porto com o Train Summit
Uma iniciativa que promoveu o debate e a partilha de ideias relacionadas com o Green Deal, a descarbonização e o papel do transporte ferroviário nos objetivos ambientais que Portugal tem de alcançar.

No âmbito da comemoração do Ano Europeu do Transporte Ferroviário, e com o objetivo de sensibilizar para a importância da ferrovia na economia, na sociedade e no ambiente, os principais stakeholders do panorama ferroviário nacional – Infraestruturas de Portugal (IP), CP - Comboios de Portugal, Fertagus, Takargo e Medway – organizaram o Train Summit que partiu de Santa Apolónia, às 9h30, rumo à Estação Porto Campanhã.

Tratou-se de uma conferência realizada numa viagem entre Lisboa e Porto que promoveu o debate e a partilha de ideias relacionadas com o Green Deal, a descarbonização e o papel do transporte ferroviário nos objetivos ambientais que Portugal tem que alcançar.

A iniciativa contou, entre outros, com a presença do Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, do Secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, do vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, do vice-presidente da CP, Pedro Moreira, do presidente da Medway, Carlos Vasconcelos, do presidente da Takargo, Miguel Lisboa, e da presidente da Fertagus, Ana Cristina Dourado.

“O transporte ferroviário combina uma eficiência energética imbatível”

Durante a viagem, na sua intervenção, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, destacou a importância de se conseguir dar uma “resposta às alterações climáticas”, considerando que este é, provavelmente, “o maior desafio que a humanidade alguma vez enfrentou”.

O responsável governativo deu a conhecer que “o setor dos transportes representa 25% das emissões diretas de gases com efeitos de estufa, sendo um setor onde se joga uma grande parte do esforço que é necessário fazer”, disse.

Pedro Nuno Santos disse ainda que “o transporte ferroviário combina uma eficiência energética imbatível com o facto de estar eletrificado numa maior escala do que qualquer outro modo de transporte”, deixando uma garantia: “se estamos convencidos de que a transferência modal para a ferrovia é uma das chaves para a sustentabilidade do setor dos transportes, então a fasquia terá de ser colocada bem mais alta. Isto só se conseguirá fazer com um investimento maciço, desde logo, investimento público. Na ferrovia, em particular, na infraestrutura, é inevitável que o seja. Os montantes envolvidos, os prazos de retorno e o facto da maioria dos benefícios serem externalidades faz com que o setor privado tenha dificuldade em assumir o investimento. Mas é um investimento que traz, invariavelmente, enormes benefícios para toda a sociedade, em redução de emissões, poupança de tempo, redução de vítimas de acidentes e em redução dos custos de transporte”, finalizou.
“Um dos grandes desafios é a promoção de meios de transportes mais sustentáveis”

O vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, começou por referir que “um dos grandes desafios é a promoção de meios de transportes mais sustentáveis, estando o transporte ferroviário no centro desse aumento de sustentabilidade que se pretende”, dando nota de que “nenhuma entidade por si só consegue sozinha responder a esses desafios, estando a IP a trabalhar com todos os parceiros para encontrar melhores soluções para responder aos problemas que se colocam”.

O responsável da empresa destacou também alguns dos “projetos de investigação que a empresa tem vindo a desenvolver com o contributo de parceiros externos como Universidades e Centros de Investigação”, dos quais três foram destacados pela sua importância – Safeway, FCH2Rail e Ferrovia 4.0.

Carlos Fernandes relembrou ainda “o trabalho que tem sido desenvolvido na melhoria de infraestruturas nos últimos anos”, relembrando que “a IP continua a trabalhar para que os principais eixos ferroviários portugueses, quer nacionais, quer de ligação a Espanha, permitam a circulação de comboios com 750 metros”, um fator que para o responsável é extremamente importante para o “aumento da competitividade do transporte ferroviário”, concluiu.

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O Connecting Europe Express já partiu.

No âmbito do Ano Europeu do Transporte Ferroviário, um comboio especial da União Europeia cruzará o continente de 2 de setembro a 7 de outubro de 2021, parando em mais de 100 cidades e em 26 países!

A partida do Connecting Europe Express foi no dia 2 de setembro, pelas 15h51, na Gare do Oriente, em Lisboa. Antes do início desta viagem, foi realizada uma cerimónia de partida com a participação do Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos e da Comissária dos Transportes da Comissão Europeia, Adina Vălean, entre outros.

Esta viagem, de mais de 20 000 km, irá permitir uma melhor compreensão dos desafios que a ferrovia europeia ainda tem a ultrapassar e promover o melhor transporte público para ligar pessoas e empresas, da forma mais sustentável possível.

Acompanhe e desfrute desta viagem!

Saiba mais em https://www.connectingeuropeexpress.eu/ e https://europa.eu/year-of-rail/get-involved_pt.



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AUMENTO SIGNIFICATIVO
DA CAPACIDADE DE TRANSPORTE
Realizou-se no dia 15 de julho, o Seminário online “Corredor Internacional Sul – a sua importância estratégica”, onde foi apresentada e debatida a importância deste Corredor na rede ferroviária nacional e na conexão com Espanha, contribuindo assim para o alargamento da área de influência dos portos marítimos de Sines, Setúbal e Lisboa.

Nesta iniciativa, promovida pela Infraestruturas de Portugal (IP), estiveram presentes Jorge Delgado, secretário de Estado das Infraestruturas, Carlo Secchi, coordenador Europeu do Corredor Atlântico, José Castel-Branco, presidente dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, Duarte Lynce Faria, administrador dos Portos de Sines e Algarve, Fernando Lima, CEO da Transitex, Álvaro Fonseca, diretor geral da Takargo, António Nabo Martins, presidente executivo da APAT- Associação dos Transitários de Portugal, Carlos Fernandes, vice-presidente da IP e José Carlos Clemente, diretor de Empreendimentos da IP.
Na abertura da sessão, o secretário de Estado das Infraestruturas destacou a importância do investimento no Corredor Internacional Sul (CIS) “com a construção de 90 quilómetros de nova linha que permitirá uma alteração profunda no acesso dos portos da região sul do país à fronteira, reduzindo a distância percorrida em 150 quilómetros, bem como o tempo de viagem”.

Jorge Delgado realçou ainda a importância de uma ligação que vai tornar muito “mais competitiva e atrativa a gestão da circulação de mercadorias, fundamental por questões económicas – com a redução dos custos do transporte -, mas também por questões ambientais, no combate às alterações climáticas, e onde o setor dos transportes tem um papel importante com a transferência modal da rodovia para a ferrovia, que por poder ser alimentada por energia elétrica acaba por ser um transporte mais amigo do ambiente”, disse.
O responsável governativo explicou que o CIS “faz parte da ligação de alta velocidade de Lisboa a Madrid”, e que este novo troço “permitirá circular a mais de 250 quilómetros hora, em mais de 95% do seu trajeto,” possibilitando, com as obras que estão a ser realizadas do lado espanhol, “unir as duas capitais do ponto de vista ferroviário, aumentando assim a competitividade deste transporte”.

Para o secretário de Estado, a aposta na “Ferrovia é muito clara e este Corredor é um importante investimento”, elogiando o trabalho que a IP, “uma empresa de referência nacional”, tem vindo a desenvolver “na gestão do Programa Ferrovia 2020”, concluiu.
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NOVA LINHA DE ÉVORA ESTÁ INTEGRALMENTE EM FASE DE OBRA

No dia 14 de julho, realizou-se a assinatura do auto de consignação da empreitada de Via e Catenária entre Évora e Elvas/fronteira, bem como de construção do subtroço entre Évora e Évora Norte, que integrará o Corredor Internacional Sul, criado no âmbito do programa de investimentos na expansão e modernização da Rede Ferroviária Nacional, Ferrovia 2020.

 O subtroço Évora – Évora Norte integra o traçado da nova Linha de Évora, com cerca de 100 quilómetros de extensão, dos quais 90 quilómetros são totalmente novos, entre esta cidade e a Linha do Leste. Um empreendimento que com o início desta empreitada está integralmente em execução no terreno.

A empreitada consiste na construção das superestruturas de via e catenária entre Évora e Elvas/Fronteira, e construção civil - obra geral - do subtroço Évora - Évora Norte, na nova Linha de Évora, incluindo os seguintes trabalhos:

Troço Évora – Évora Norte

  • Construção de um novo canal ferroviário, em variante à Linha de Évora, entre Évora (exclusive) e o quilómetro 121;
  • Modernização do atual traçado da Linha de Évora, entre o quilómetro 121 e Évora Norte;
  • Construção das instalações fixas de tração elétrica necessárias à eletrificação;
  • Construção das pontes ferroviárias de Xarrama, Degebe e Vale Figueira;
  • Construção de passagens desniveladas rodoviárias;
  • Instalação de infraestruturas necessárias à sinalização eletrónica, telecomunicações e GSM-R;
  • Instalação de torres/sites de GSM-R;
  • Instalação do sistema de retorno de corrente de tração e terras de proteção.

Troço Évora – Elvas/Fronteira

  • Assentamento da superestrutura de via-férrea (balastro, travessas, carril, AMV), em via única, bitola ibérica (1668) entre Évora (exclusive) e a Linha do Leste, incluindo a designada Concordância de Elvas;
  • Assentamento da superestrutura de IFTE, entre Évora (exclusive), Elvas e a fronteira com Espanha, incluindo a designada Concordância de Elvas;
  • Construção de três estações técnicas.

 

O novo canal ferroviário em construção entre Évora e a Linha do Leste, na ligação com a fronteira, foi criado numa lógica de desenvolvimento evolutivo das ligações ferroviárias a Espanha, no quadro da Rede Transeuropeias de Transportes (RTE-T) e da ligação ferroviária de mercadorias entre os portos portugueses e o resto da Europa, assegurando desde logo uma ligação de passageiros.  

Serão igualmente criadas as condições para a compatibilidade técnica e operacional na ligação aos troços adjacentes, e o cumprimento das disposições técnicas de interoperabilidade.

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CONCLUSÃO DA ELETRIFICAÇÃO
E REABERTURA DA LINHA DA BEIRA BAIXA
ENTRE COVILHÃ E GUARDA
Corredor Internacional Norte
Realizou-se no dia 4 de maio, a sessão de reabertura da ligação entre duas importantes cidades da região das Beiras e Serra da Estrela, através da Linha da Beira Baixa, reforçando a capacidade operacional da Rede Ferroviária.

Presentes no evento que decorreu na Estação da Covilhã, estiveram, entre outros convidados, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, o Presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, Luís Marques, o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira, o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro, o Presidente da CP - Comboios de Portugal, Nuno Freitas e o Presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, que apresentou a intervenção.
A reabertura à circulação comercial do transporte ferroviário de passageiros e mercadorias no troço Covilhã – Guarda, da Linha da Beira Baixa aconteceu no dia 2 de maio. A abertura à circulação ferroviária deste troço, com 46 quilómetros de extensão e há muito ansiada pelas populações, acontece após a conclusão da empreitada de modernização e eletrificação da via-férrea, executada pela IP, no âmbito do programa de investimentos de requalificação da Rede Ferroviária Nacional Ferrovia 2020, comparticipado por Fundos da União Europeia, através do Compete 2020.
Este foi um dia histórico que marca a reposição da ligação ferroviária entre duas importantes cidades da região das Beiras e Serra da Estrela, que esteve interrompida cerca de 12 anos.
SEMINÁRIO
REABERTURA DA LINHA DA BEIRA BAIXA
ENTRE COVILHÃ E GUARDA
Corredor Internacional Norte
Realizou-se no dia 28 de abril o Seminário online “Reabertura da Linha da Beira Baixa, troço Covilhã-Guarda”, onde foi debatida a importância deste troço a poucos dias da reabertura à circulação ferroviária.

Nesta iniciativa estiveram presentes o Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, o presidente da Medway, Carlos Vasconcelos, o vogal do Conselho de Administração da CP – Comboios de Portugal, Pedro Ribeiro, o presidente executivo da APAT, António Nabo Martins, o presidente da IP, António Laranjo, o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, e o diretor de empreendimentos da IP, José Carlos Clemente, bem como os presidentes de Câmara da Covilhã, de Belmonte e da Guarda.

Na abertura da sessão, o Secretário de Estado das Infraestruturas destacou a importância do investimento realizado na Linha da Beira Baixa, em particular no troço Covilhã-Guarda, “pois contribuirá para melhorar a circulação ferroviária entre o norte e o centro país com o resto da Europa, com o impacto positivo no que ao transporte de mercadorias diz respeito”, ressaltando que este empreendimento é um “fator de coesão territorial”, permitindo a concelhos como o da Covilhã, Belmonte, Sabugal e Guarda ficar “mais perto entre si e dos grandes centros urbanos”.
CORREDOR NORTE-SUL
CONCLUSÃO DA ELETRIFICAÇÃO DA LINHA DO MINHO
Troço Viana do Castelo – Valença-fronteira
Cerimónia de conclusão da empreitada.
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O Plano Ferroviário Nacional (PFN) é o instrumento que irá definir a rede ferroviária que assegura as comunicações de interesse nacional e internacional em Portugal. Com este plano, pretende-se conferir estabilidade ao planeamento da rede ferroviária para um horizonte de médio e longo prazo.
O ponto de partida será a identificação das necessidades de acessibilidade, mobilidade, coesão e desenvolvimento às quais o transporte ferroviário pode dar uma resposta adequada nos diferentes territórios. O caminho-de-ferro deverá, assim, afirmar-se como o modo de transporte de elevada capacidade e sustentabilidade ambiental, tornando-se no elemento estruturante das redes de transportes.
A adoção de um Plano Ferroviário Nacional está prevista no programa do XXII Governo Constitucional, que também estabelece como objetivos levar a ferrovia a todas as capitais de distrito, reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Porto e promover melhores ligações da rede ferroviária às infraestruturas portuárias e aeroportuárias.
Além desses, o PFN deverá assegurar uma cobertura adequada do território e a ligação dos centros urbanos mais relevantes, bem como as ligações transfronteiriças ibéricas e a integração na rede transeuropeia. Deverá ainda garantir a integração do modo ferroviário nas principais cadeias logísticas nacionais e internacionais.
Com tudo isto, pretende-se promover uma progressiva transferência modal de passageiros e mercadorias para a ferrovia, dando um importante contributo para os objetivos de descarbonização, proteção do ambiente, desenvolvimento económico e melhoria geral da qualidade de vida das pessoas.
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KICK-OFF OF THE EUROPEAN YEAR OF RAIL 2021
NOTÍCIAS
Ministro das Infraestruturas defende “investimento público massivo” na ferrovia.
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, defende “um investimento público massivo” em linhas, material circulante e serviços. Só assim, sublinha, será possível “transferir uma parte significativa do transporte rodoviário e aéreo para a ferrovia”.

Pedro Nuno Santos interveio no lançamento do Ano Europeu do Transporte Ferroviário 2021, a partir da sede da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O Ministro afirmou que “só o setor público pode comprometer as grandes somas necessárias para que a sociedade recolha os benefícios ainda maiores”, fazendo notar que “tal progresso não será possível enquanto os níveis de investimento na Europa permanecerem deprimidos, como têm estado desde a crise económica de há uma década”. 
Na abertura do Ano Europeu do Transporte Ferroviário, Pedro Nuno Santos salientou que o mercado é insuficiente para responder às necessidades da sociedade. Mas garante que não está a pedir um regresso “ao modelo anterior de redes ferroviárias nacionais fechadas com poucas ligações entre si”. O que não pode acontecer, diz, é “avançar cegamente com base na crença de que a concorrência no mercado fornecerá tudo o que os cidadãos precisam” e, por isso, “os governos não devem ser limitados nos instrumentos de política de que dispõem para executar tal política”.  
Lembrando que todos os países da Europa têm intensificado investimentos nas redes ferroviárias em resposta à crise pandémica, o ministro considera que o Ano Europeu do Transporte Ferroviário é uma oportunidade para olhar “de forma séria para o setor” e para  “abrir um debate que nos possa dar a todos mais opções no caminho a seguir, para que possamos todos juntos, políticos, fabricantes, indústria, passageiros, trabalhadores e, no final, cidadãos, escolher as melhores opções”.
A iniciativa pretendeu debater os benefícios da ferrovia para as pessoas, a economia e o clima, e os desafios que subsistem à criação de um verdadeiro espaço ferroviário europeu único, sem fronteiras, promovendo o uso dos comboios como modo de transporte seguro e sustentável.
O evento contou também com a participação da Comissária Europeia dos Transportes, Adina Vălean e da Comissária Europeia da Coesão e Reformas.

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